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Pornográfico

                O vocabulário utilizado por Olavo de Carvalho bastaria para o presidente Jair Bolsonaro mantê-lo à distância. 

Em suas freqüentes aparições nas redes sociais, em apenas 30 minutos, Olavo de Carvalho profere uma quantidade de palavrões que nenhum filósofo, verdadeiramente filósofo, seria capaz de produzir ao longo de sua vida. Esta é a mais marcante diferença entre um filósofo e um bufão, até porque, filosofia e pornografia nunca se combinam. 

Além de pornográfico, politicamente falando-se, Olavo de Carvalho já se tornou no maior desafio que o presidente terá que enfrentar, mais até que a aprovação da reforma da nossa previdência social. Para tanto, basta verificarmos o seu irresponsável comportamento em relação aos militares que ocupam relevantes funções no governo. Até de desavergonhados Olavo de Carvalho já chegou a rotulá-los. Daí a pergunta que se impõe: até quando o presidente Jair Bolsonaro o manterá na conta de guru? 

Responsável pelas indicações dos titulares de dois, dos nossos mais importantes ministérios, o da Educação e o das Relações Exteriores, pública e notoriamente, os de piores desempenhos, ainda assim, Olavo de Carvalho, continua agredindo os militares que estão instalados em importantíssimos cargos da nossa máquina pública federal. 
A exemplificar: a breve e desastrosa passagem do agora, ex-ministro Ricardo Veléz Rodrigues, e a precaríssima gestão do seu substituto, Abraham Weintraub, a frente do Ministério da Educação e a não menos desastrosa gestão do diplomata Ernesto Araujo a frente do nosso ministério das Relações Exteriores, expressam os estragos que os “olavetes”, como assim são chamados os seus seguidores, já produziram em detrimento do governo. 

A raivosa e deliberada oposição que Olavo de Carvalho vem fazendo ao vice-presidente Hamilton Mourão e aos demais generais que estão instalados em posições chaves do governo, e não raramente, utilizando expressões de baixo calão, aí sim, só o tem revelado como um sujeito mal-educado, desagregador e perigoso. 

Por fim: se o presidente Jair Bolsonaro continuar dando ouvido ao dito cujo, muito provavelmente, o seu próprio mandato correrá sérios riscos. À propósito, o seu “impeachment”, já tornou-se uma constante no noticiário da nossa imprensa e da nossa pauta política. 

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