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Educação

Um erro não justifica outro. Lamentavelmente, é isto que, há décadas, acontece com nossa educação pública.    

A nossa educação pública, a despeito de sermos a 8ª economia do planeta, continua sendo uma das piores do mundo. Nosso ensino fundamental, a base de todo o nosso sistema, é de péssima qualidade, e não menos precário, nos demais níveis. A provar: somos o país do mundo que dispõe do maior número de graduados inseridos na categoria analfabetos funcionais, cujos diplomas só de prestam para enfeitar paredes. O FIES, por exemplo, a despeito dos seus bons propósitos, não produziu os resultados esperados, a não ser, para algumas faculdades e/ou grupos econômicos. A quantidade de bacharéis em direito que não conseguem aprovação no exame da OAB, portanto, impedidos de advogar, esclarece a má gestão do FIES.       

Apenas nos períodos eleitorais, por sua inquestionável necessidade e importância, o tema educação pública encabeça os discursos dos nossos candidatos. Contudo, passadas as eleições, o que garantiam ser prioridade logo se transforma em mais uma, entre várias opções. 

Confesso a minha incapacidade para sugerir qual deva ser o método a ser aplicado à nossa educação pública, entretanto, as causas que a tornara uma das piores do mundo são facilmente percebíveis, a se destacar, a má aplicação dos recursos que lhes são destinados, afinal de contas, o Brasil é um dos raros países do mundo que chega a investir 5% do PIB em educação, percentual equivalente ao dos países que compõe a OCDE. Conclusão: se gasta muito, porém mal. 

Em sendo o ensino fundamental a base da nossa estrutura educacional, ao deixá-lo por conta, risco e gestão dos nossos 5.560 prefeitos, muitos deles, incapazes de compreender a sua importância, menos ainda, de geri-lo, o resultado não poderia ser outro, que não o desastre que está aí. A universalização das matrículas, uma das metas alcançadas, só ocorreu porque é da quantidade de alunos matriculados que depende o quinhão que cada prefeitura recebe do FUNDEB. Quanto a sua qualidade, continuamos descendo ladeira abaixo.    

Se o mais grave entre todos os erros cometidos contra a nossa educação pública foi o tratamento dispensado ao nosso ensino básico, ainda assim, não será destruindo as ilhas de excelências que restam no nosso ensino superior, no caso, as universidades públicas, que o nosso sistema educacional irá melhorar. 

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