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Não o único

Por Artigo do Narciso

06 de Novembro de 2018 às 17:18:41

A corrupção é um dos cupins de qualquer de República  mas fiscalmente falando-se não o mais corrosivo.

.        O déficit da nossa previdência social, ano 2017, foi de R$-270,00 bilhões, trocando-se em miúdos, o equivalente a um déficit diário de R$-700,00 milhões, dinheirama que daria para adquirir mais de 300 tríplex iguais àquele que determinou a condenação do ex-presidente Lula. Prova disto, o referido apartamento ao ser submetido a um leilão judicial seu atual proprietário o arrematou por R$-2,20 milhões.

         Mesmo assim, nenhum dos nossos ex-presidentes foi responsabilizado, nem o próprio ex-presidente Lula, por terem sido cúmplices, co-responsáveis ou diretamente responsáveis por tamanha irresponsabilidade fiscal, embora todos soubessem que, a qualquer dia, com seu pavio inflamado, a bomba da nossa previdência social explodiria.   

         Lamentavelmente, no curso da última eleição presidencial, o que deveria ser feito com a nossa previdência social, não apenas a nível federal, sim e também, nas diversas unidades da nossa federação, por se tratar de um assunto profundamente antipático aos eleitores, todos os candidatos fugiram do assunto “previdência social” como o diabo foge da cruz. Todos, indistintamente. 

         Sem dúvidas, a dinheirama que escorreu pelos dutos da nossa corrupção quando comparado com os bilhões de recursos púbicos que foram e continuam sendo desperdiçados pela incompetência e pela irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes foram apenas ninharias.

         Quando digo que a irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes é muito mais grave que a corrupção, reporto-me aos resultados alcançados pela própria Operação Lava-Jato, posto que, para cada bilhão de reais que foi roubado pelas diversas quadrilhas que, há anos e em todos os governos, vinham assaltando o nosso Estado, em particular, a do petrolão, não se compara com as dezenas e dezenas, diria até, com as centenas e centenas de bilhões de reais foram desperdiçados pela irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes.

         Se do ponto de vista moral a corrupção é, e de fato é, um cupim em qualquer República, ainda assim, tratá-la como uma prioridade de governo e não como uma obrigação, é um gravíssimo equívoco, afinal de contas, trocar governos corruptos por governos incompetentes, sobretudo, por governos que não primam pela responsabilidade fiscal é o tipo de troca que precisa ser evitada.

         Nada contra a indicação do juiz Sérgio Moro para o comando do nosso Ministério da Justiça. Pelo contrário, tudo a favor. Desde que na sua luta contra a corrupção não resulte no que aconteceu na Itália como conseqüência da chamada Operação Mãos Limpas. Lá, por exemplo, a corrupção continua, pior que antes e sua economia ficou praticamente destroçada, exatamente, o que não pretendemos. 



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