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Tempos tenebrosos

Os próximos quatros anos serão desafiadores para todos os nossos governantes.

O Estado brasileiro, e em todos os seus níveis atravessa o que podemos denominar de tempestade perfeita. Portanto, muito perigosamente. Diria até: se a lei de falência, na forma como é aplicada as empresas privadas os alcançassem, quase todas as unidades da nossa federação já teriam exposto em suas fachadas cartazes com os dizeres - “fechado para balanço”.  

Como toda corrente começa se arrebentar pelos seus elos mais fracos, nossas prefeituras foram os primeiros elos que já se romperam. Das 5.560 existentes, seus prefeitos vivem de pires nas mãos, feitos mendigos. E o pior: quem presumivelmente poderia socorrê-los, no caso, os governadores dos seus correspondentes Estados e a própria união federal, pouco ou nada estão podendo fazer. 

À bem da verdade, diga-se: engana-se que pensar, e mais ainda quem vier prometer que as soluções dos nossos problemas surgirão à curto prazo. E a provar que não, basta verificarmos que quase a metade da nossa população encontra-se desempregada, subempregada ou desalentada. Em mesmo às questões expressas na nossa constituição e descritas como dever do Estado e direito dos nossos cidadãos vem sendo atendidas. A exemplificar a tríade: saúde, educação e segurança pública. Dirá o resto. 

A crise que ora atravessamos, registre-se, não surgiu de uma geração espontânea, e sim, das irresponsabilidades fiscais praticadas ao longo de várias décadas, ainda que várias delas tenham surgido revestidas das melhores intenções. A título de lembrança: o Bom Samaritano só foi bom porque tinha dinheiro. 

Fazer despesas e mandar a conta para o Estado pagar, bem como, tomar dinheiro emprestado para ser pago pelos seus sucessores foram às práticas mais praticadas, a redundância foi proposital, de quase todos os nossos governantes. Portanto, o caos em que ora nos encontramos tem suas causas perfeitamente identificadas. 

Neste contexto a aprovação da reforma da nossa previdência se impõe, mas não como solução, e sim, como o primeiro e indispensável passo na longa caminhada que poderá nos desviar do caos. 

 

 

 

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