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Brasil, um país do futuro

Infelizmente, o futuro do nosso país ainda não chegou, e pelo andar das coisas, ainda temos muito a esperar. 

Ao fugir da Europa, em razão da 2ª guerra mundial e radicar-se no Brasil, nos anos 40 do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig, com base no potencial do nosso país, lançou uma obra intitulada “Brasil, um país do futuro”. A obra ganhou uma importância tal que chegou a ser traduzida em vários idiomas, entre eles: alemão, sueco, inglês, francês e português. Foi, podemos dizer assim, a mais importante obra de marketing já produzida em favor do nosso país, e a mais difundida.   

A referida obra fez bastante sucesso, mas pelo excesso de ufanismo, foi alvo de severas críticas, posto que, o país ao qual se reportava, no caso, o Brasil, vivia na plenitude da ditadura Vargas. Zweig chegou ao Brasil em junho de 1940 fugindo do nazismo que estava tomando conta da Europa.

Como o melhor comentador de profecias é o tempo, segundo o Padre Antônio Vieira, se vivo ainda fosse, Stefan Zweig, estaria sendo requisitado para explicar os “porquês”, que impediram a chegada do nosso futuro, nos termos que ele próprio havia preconizado. Motivos para isto não faltariam, afinal de contas, em muitos aspectos, chegamos a ter saudades do nosso próprio passado. No quesito educação pública a nossa tragédia vem sendo revelada por todos os meios que venha ser avaliada.    

A qualidade da nossa educação pública, por exemplo, a cada vez que é avaliada e comparada com a dos países da OCDE-Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico sempre aparecemos em último lugar, e até mesmo quando comparada com a dos nossos vizinhos sul-americanos, aparecemos no rabo da fila.

 Nada poderia ser mais desanimador para o nosso país que os resultados recentemente divulgado pelo PISA. Para melhor entendimento: PISA é um programa internacional de avaliação de estudantes, feito a cada três anos e que tem como objetivo avaliar os sistemas educacionais de todos os países do mundo, com ênfase nas seguintes áreas: leitura, matemática e ciências.

O referido exame é realizado sob a responsabilidade da OCDE. Daí advém sua credibilidade enquanto parâmetro para se avaliar a qualidade da educação pública dos países. Pior ainda: no que depender do atual Ministro da Educação, Abraham Weintraub, outros estragos na nossa já tão ineficiente estrutura educacional ainda advirão. Para tanto basta avaliarmos o rol de asneiras que ele já produziu em tão pouco tempo.     

A nossa educação pública é ruim e continuará piorando, feito a cantiga da perua, ou seja, de pior a pior. E pela mais óbvia das razões: por ser uma questão de Estado e sendo sempre tratada como uma questão de governo, a cada troca de governo, independente dos erros e acertos do governo passado, novos métodos e novas diretrizes estão sendo estabelecidos.

Se o ser humano é aquilo que a educação faz dele, segundo Immanuel Kant, outra não é a explicação pelo retardo do nosso esperado futuro e a causa do nosso persiste atraso.

 

 

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