O Rio Branco

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Haja o que hajar

Por Artigo do Narciso

05 de Dezembro de 2017 às 09:27:18

Das duas, uma: ou se faz a reforma da nossa previdência social, já e agora, ou o próprio sistema entra em colapso.

Quando assisto pessoas bem informadas se posicionarem contra a aprovação das nossas diversas reformas constitucionais, algumas delas absolutamente necessárias, indispensáveis e urgentes, em particular, a da nossa previdência social, logo concluo: pior que uma pessoa desinformada, porém movida de boa fé vem ser uma pessoa bem informada carregada de má fé, afinal de contas, aos desinformados poucos lhes dão ouvidos e as pessoas que se dizem bem informadas muitos lhes dão atenção. Reporto-me ao tal fator multiplicador que resulta de suas opiniões.   

Para minha surpresa, ouvi de uma pessoa que me parecia bastante desinformada a seguinte expressão “haja o que hajar”, a reforma da nossa previdência precisa ser feita e com a maior brevidade. Eu ainda acrescento: não fossem os recursos desviados, isto mesmo, "desviados" do nosso próprio tesouro nacional, já há bastante tempo os nossos pensionistas e aposentados estariam sem receber os seus correspondentes benefícios. Verdade verdadeira.

Lamentavelmente, como o nosso próprio tesouro não tem mais  condições para bancar os bilionários e crescentes déficits da nossa previdência social, resta-nos apenas uma, e somente uma alternativa: reformá-la. Do contrário, o caos social será inevitável.          Tanto a nível federal, estadual e municipal, todos os sistemas previdenciários que se têm notícias, encontram-se praticamente falidos ou em vias disto. O do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, encontra-se literalmente falido.

Espetado numa dívida pública que ao final deste ano, por baixo, estará superando a casa dos R$-4,8 trilhões, o equivalente a equivalente a 75% do nosso PIB-Produto Interno Bruto, e o mais preocupante, sem condição de pagar um centavo dos seus correspondentes juros, e ainda por cima, estando o nosso tesouro gastando mais do que consegue arrecadar, embora sejamos o país do mundo em que se pratica a maior carga tributária, vê-se, portanto, o risco que estamos correndo. Este ano, o nosso déficit orçamentário, será de R$-139,00 bilhões, e isto por força da aprovação da PEC que limita os gastos públicos.   

Independente da irresponsabilidade fiscal de todos os nossos governantes, tanto os do presente quanto os do passado, nada justifica as “falaciosas justificativas” apresentadas no sentido de se adiar, por mais uma vez, a reforma da nossa previdência, até porque, esperar que a mesma seja feita pelo sucessor do presidente Michel Temer será um desastre.

Por se tratar de uma reforma antipopular, e por esta razão os nossos congressistas recusam-se a aprová-la, porque se encontram as vésperas de suas re-eleições, sinceramente, nada mais irresponsável.

Repito o que me disse o desinformado acima referido: “haja o que hajar”, a referida reforma precisa ser feita.

 



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