O Rio Branco

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Inviabilizado

Por Artigo do Narciso

05 de Fevereiro de 2018 às 09:38:59

O Estado brasileiro não consegue carregar o peso que colocaram sobre seus ombros.

Quando me reporto ao Estado brasileiro, refiro-me não apenas a união, sim e também, aos 27 unidades estaduais e aos 5.650 municípios. Vários destes entes já se encontram praticamente falidos e àqueles que conseguiram fechar o ano de 2017 respirando a través de aparelhos só sobreviverão se seus gestores tomarem as medidas que se fazem urgentes e necessárias. Do contrário, o destino de todos será o mesmo a que chegou o Estado do Rio de Janeiro.

Chegou à hora, e já com bastante atraso, para ajudarmos o Estado brasileiro e não de pedir-lhes ajuda, a não ser às de natureza eminentemente social, pois só assim conseguiremos tirá-lo da sofreguidão em que ele se encontra.

A união, já que sua dívida atingiu aos estratosféricos e assombrosos R$ 3,650 trilhões, perdeu as condições de socorrer nossos entes estaduais, e estes de ajudar os municípios. E o mais preocupante: enquanto suas receitas não crescem, nem mesmo subindo pelas escadas, suas despesas continuam subindo de elevador.

Verdade seja dita: chegamos aonde chegamos devido a irresponsabilidades da grande maioria dos nossos governantes. Acontece que, não basta apenas responsabilizá-los, se não formos capazes de nos desviarmos do caos, até porque, a irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes, lamentavelmente, foi à marca da grande maioria deles. Portanto, não basta lamentarmos o leite derramado.

Das duas, uma: ou o paciente “Estado brasileiro” será submetido a um sério e doído tratamento, como são tratados todos os pacientes que se encontram gravemente enfermo ou o pior ainda estará por vir. Ledo engano de quem pensar diferente.

Lamentavelmente, já entramos no ano em que se dará a troca dos nossos representantes políticos, ou mais precisamente, no ano das eleições, o que nas melhores democracias sempre representa um bom sinal, e pouco ou nada ouvimos falar, particularmente, por parte dos nossos presidenciáveis, assim como dos candidatos que disputam os governos das unidades estaduais, e menos ainda, dos nossos futuros congressistas, o que verdadeiramente farão quando se aboletarem no poder. Nada que venham desagradar os eleitores sairão das suas bocas.

Sobre as reformas constitucionais, imperativamente, por onde se dará o início do tratamento do paciente Estado brasileiro, por todo este ano e até o dia das eleições, só falarão se forem forçados, embora todos prometam, como se salvadores da pátria fossem, que as soluções de todos os nossos problemas dependem de suas eleições.

A todos que disputarão às próximas eleições e, sobretudo, àqueles que vierem se eleger, um oportuno e importante aviso: o paciente Estado brasileiro está pedindo socorro. 



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