Colunistas

Liberdade tem limites

Simples assim: basta entender que nada na vida é absoluto, a não ser, a absoluta certeza de que tudo é relativo.

.        Se você estiver tão inteiro que possa enfrentar as responsabilidades de ser livre, ou mais precisamente, que encontra na lei os limites para exercitar a sua própria liberdade, aí sim, você a merece. Caso contrário, não. Afinal de contas, já dizia Abraham Linconl: “Os que negam a liberdade aos outros não merece para si”. Sendo igualmente objetivo, Edmund Burke assim se pronunciou: “A liberdade precisa ser limitada a fim de ser possuída”.

         Os ideais de liberdade e justiça surgiram na Grécia antiga, foram recepcionados pelos filósofos da idade média e a modernidade tendia a absorvê-los. Tudo caminhava bastante bem, entretanto, em razão daqueles que passaram a se achar no direito de fazer tudo o que quer, e não, tudo que  deveria fazer, mundo afora, Brasil incluso, o sentimento de liberdade vem cedendo lugar a toda sorte de abusos. Este sim, o desejo dos libertinos.

         Jean Paul Sartre pontuou: “ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode”. Como não, todos nós estamos caminhando rumo aos muitos abismos, estes por sua vez, criados pelos àqueles que interpretam a liberdade na forma que melhor lhes convier, digamos assim, a seu jeito e modo.

         A ausência de estadistas seja no nosso país e mundo afora, bem que se presta para explicar as crises que ora estamos enfrentando, algumas delas, não diria, potencialmente capazes de promover uma terceira guerra mundial, mas certamente capazes de mudar o curso da nossa história. E para pior.

         Ao tempo em que estamos assistindo a ausência quase que absoluta de estadistas, digamos assim, daqueles que pensavam nas futuras gerações, estamos assistindo, em abundância, a quantidade de políticos que só estão pensando nas próximas eleições, e no nosso continente latino americano, dado a nossa pobreza democrática, muito especialmente.

         Neste particular, a nossa querida pátria amada nunca foi tão maltratada. Para tanto, basta verificarmos o início, irresponsavelmente precoce, da eleição presidencial de 2022, quando o atual presidente Jair Bolsonaro sequer apagou as velinhas comemorativas ao primeiro ano de sua gestão. E o mais grave: no nosso horizonte não observamos nenhuma sinalização a sugerir o apaziguamento dos ânimos dos nossos potenciais presidenciáveis, já em quantidade bastante avantajada: A exemplificar: além do próprio presidente Jair Bolsonaro já em plena campanha - João Doria, Wilson Witzel, Ciro Gomes, Luciano Huck - e a depender das circunstâncias, o ex-presidente Lula e o ex-juiz Sérgio Moro, entrarão na disputa. Para além destes, outros outsides, a exemplo do que aconteceu nas disputas anteriores também se apresentarão. Decerto uma coisa: não faltarão caroços no nosso próximo angu presidencial. 

         Daí a pergunta que não pode calar: até 2022 quem irá cuidar dos 40.000.000 de brasileiros que estão vivendo abaixo da linha da pobreza e assistidos por serviços públicos de péssima qualidade? 

         Esperar mais três longos anos na esperança que das eleições de 2022 surja um salvador da nossa pátria é, sem dúvidas, a mais arriscada entre todas as apostas que estão no nosso tabuleiro político.

 

Artigos Publicados

Discriminação

Discriminação

Populismo

Não pode

Pornográfica