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Certamente

Por Artigo do Narciso

04 de Junho de 2018 às 10:40:52

Se um rei fraco faz fraca a sua forte gente, um presidente fraco, tipo Michel Temer, só faz enfraquecer nossa República.

         Nas diversas formas de governança democrática, ainda que estejam estabelecidas que seus poderes devam funcionar independentes e harmônicos, nas repúblicas presidencialistas, a exemplo da nossa, por acumular a chefia de Estado e de governo, se além de fraco for frouxo, seu presidente não conseguirá governar, ou mais precisamente, são as  circunstâncias que o governará.

         Aos mais experimentados analistas políticos não restam dúvidas que o presidente Michel Temer não conseguiu superar um vício de origem, próprio do regime presidencialista, o de ter chega ao poder sem contar com as bênçãos da soberania popular. Daí minha preferência pelo regime parlamentar de governo, no qual, governo fraco e frouxo não esquenta a cadeira do poder.

         Por ter chagado o poder pela via não convencional, ou seja, via impeachment, não tem faltado quem questione a sua falta de legitimidade, até mesmo dos muitos que tomaram conta das nossas ruas propugnando pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff e ora reconhecem que, nas melhor das hipóteses, fora feita uma troca do tipo: seis por meia dúzia.

         Para se manter no poder o presidente Michel Temer não só cometeu os erros praticados pela sua antecessora como os ampliou, e de forma ainda mais escancarada e desaconselhável. Reporto-me ao esquartejamento da nossa púbica e a entrega dos seus pedaços aos partidos e aos parlamentares que se propunham a compor a sua base de sustentação congressual. 

.        À título de lembrança: quando do impeachment do então presidente Fernando Collor, seu sucessor, Itamar Franco, ao sentir-se pressionados pelos congressistas que pretendiam trocar apoio político por ministérios, diretorias de estatais e demais funções, assim se pronunciou: “não aceito, e se for o caso, convocarei eleições diretas”.

         Foi da fraqueza do presidente Michel que resultou a mais recente greve dos caminheiros, assim como, as suas desastrosas conseqüências, entre elas, o pedido de demissão do presidente da Petrobrás, o competentíssimo Pedro Parente, afinal de contas, livrá-la da falência, o que parecia impossível, ele se dispôs e cumpriu com bastante maestria.

         Não é próprio de um governante, sobretudo, dotado da autoridade que a presidência da República lhe confere, negociar com grevistas que já havia paralisado o nosso país, sem exigir deles, os grevistas, o suspensão da grave. Pior ainda: agora se descobre que o movimento se assemelhava mais a um locaute que a uma greve propriamente dita.

  Que o presidente a ser eleito nas próximas eleições fique logo sabendo e com suficiente antecedência: se fraco e frouxo, ou cai ou não governa. Cai como cairão Fernando Collor e Dilma Rousseff ou não governa, a exemplo do que está acontecendo com o presidente Michel Temer.

 



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