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Por Artigo do Narciso

07 de Janeiro de 2019 às 18:25:44

Quem se renderá primeiro, o poderosíssimo Grupo Globo de Comunicação ou o presidente Jair Bolsonaro?

         A Operação Lava-Jato jamais teria chegado aonde chegou, digamos assim, aos píncaros da fama, caso o Grupo Globo de Comunicação, em particular, a TV-Globo e sua co-irmã, Globo News, não lhes houvesse emprestado o mais absoluto e irrestrito apoio.   

         Ao tê-lo indicado como um dos seus mega-ministros, certamente, Sérgio Moro irá aconselhar o presidente Jair Bolsonaro a buscar, ou a aceitar, um acordo com o referido grupo. Neste particular, ninguém melhor que o próprio Sérgio Moro para mediar tão delicada missão. Trata-se, portanto, da pessoa certa, no lugar certo e na hora certa.

         Mas como todos os acordos estabelecidos entre o Grupo Globo, e com todos os nossos ex-presidentes, nos últimos 50 anos, só prevaleceram enquanto eles estiveram no exercício do poder, e nalguns casos foram rompidos ainda no curso dos seus mandatos, bastando para tanto que tenham caído em desgraça, a exemplo do que aconteceu com a então presidente Dilma Roussef e o então presidente Michel Temer, muito provavelmente, o referido grupo jamais perdoará o menosprezo que vez recebendo, e propositadamente, do presidente Jair Bolsonaro.

          Em vida, o Dr. Roberto Marinho, na condição de senhor absoluto do  Grupo Globo, sempre tratou o poder como se fosse uma cerca: “se o considerasse forte passava por baixo, e se fraco, passando por cima”. Nos 20 anos que se foram, entre 1964 e 1984, a revolução de 64 não poderia ter recebido do Grupo Globo um melhor tratamento. Para tanto, basta que releiamos o editorial do jornal “O Globo” em sua edição de 02/04/1964. Vejamos o que diz um dos seus trechos: “Participamos da revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. 

         É do então presidente Emílio Gerrastazu Médice, quando já havia se passado mais de 10 anos da referida revolução, a seguinte expressão: “Sinto-me feliz todas as noites quando assisto o noticiário. Porque, no noticiário da Globo, o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz. É como se eu tomasse um tranqüilizante após um dia de trabalho.”

         Pelo tanto que favoreceu, seja na preservação quanto na expansão do monopólio que Grupo Globo passou a exercer sobre os nossos meios de comunicação, diga-se de passagem, uma agressão ao artigo 220, § 5º da nossa constituição e, sobretudo, em razão  dos bilionários faturamentos que obteve nos governos petistas, jamais os ex-presidentes – Lula e Dilma – poderiam  imaginar que poderiam ser tão massacrados quanto estão sendo pelo referido grupo.

         Uma coisa é certa: independente do que venha acontecer no curso do seu mandato presidencial, até mesmo que um armistício venha se estabelecido, quando se despedir do poder, o Grupo Globo fará com o então ex-presidente Jair Bolsonaro algo pior do que já fez vários outros ex-presidentes.

         O Grupo Globo sempre age segundo a máxima: Rei morto, rei posto. 

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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