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Zero de contrapartida

O presidente Donald Trump, dos EUA, tem sido bastante ingrato com o seu fã, o presidente Jair Bolsonaro.

Ao se declarar fã incondicional do presidente Donald Trump, nas relações, Brasil/EUA, e de todas as ordens, o presidente Jair Bolsonaro já perdeu diversas oportunidades de cobrar as indispensáveis contrapartidas. Diria até: muito já deu e quase nada recebeu. Nosso presidente precisa entender que entre países não existe amizades, e sim, interesses, e neste particular, o presidente Jair Bolsonaro vinha se dando por satisfeito com a propalada amizade que diz ter mantido com o presidente Donald Trump. 

Como ser fã é, por definição, entregar-se de corpo e alma a alguém que você sequer sabe quais são os seus propósitos, assim vinha se dando relacionamento entre Donald Trump e Jair Bolsonaro. Nas aparências, vá lá,  mas na prática, nada de proveitoso.    

Antes que seja demasiadamente tarde, o presidente Jair Bolsonaro precisa concluir que o nosso relacionamento com a China comunista tem sido muito mais importante que o nosso relacionamento com o democrático EUA. A propósito, o superávit comercial do Brasil com a China, entre os meses de janeiro a agosto deste ano, foi 33 vezes maior que o superávit comercial do Brasil com os EUA.

A China já é de longe, o nosso principal e mais vantajoso parceiro comercial. De mais a mais, com seus trilhões de dólares em reservas cambiais entesourados, vem ser o único país do mundo em condições de investir, mundo afora, e no Brasil, particularmente. E não nos enganemos: a guerra fria que se seguiu após 2ª guerra mundial, entre EUA e URSS, está a caminho, e desta vez, entre EUA e China.

 Será do comportamento do presidente Jair Bolsonaro e da nossa diplomacia, dada a importância que tem o Brasil, geográfica e estrategicamente, no continente latino-americano, que irá depender a nossa    convivência com dois gigantes que encontram-se em franca e indisfarçável disputa. Nada mais incomoda os EUA que previsões do tipo: nos anos 2030 a China se tornará na principal potência do planeta, quer seja econômica, intelectual e militar.

Enquanto isto, em busca da sua reeleição e pressionado pelos agricultores americanos, enquanto eleitores, os mais fiéis ao presidente Donald Trump, unilateralmente, e sem medir as conseqüências de suas decisões, plenamente contrárias aos interesses do nosso país, decidiu sobretaxar os dois principais produtos que exportamos para os EUA, o aço e o alumínio. O Instituto Aço Brasil recebeu com perplexidade as sobretaxações dos referidos produtos, ao tempo em que acusou de se tratar de um caso típico de protecionismo comercial em favor dos agricultores americanos, estes por sua vez, incapazes de competir com os produtos do nosso agro-negócio.

A reação do presidente Jair Bolsonoro, e esperamos que tenha êxito, foi garantir que iria interferir junto ao presidente /Donald Tramp a fim de evitar que tais taxações aconteçam.

 

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