Colunistas

Mãos a obra

  Das pessoas que o cerca, em muito depende sucesso ou  o fracasso de um gestor, e se público, especialmente. 

 Enquanto o governador Gladson Cameli mantém-se bem avaliado, e em percentuais assemelhados aos obtidos quando da sua eleição, a sua gestão não vem obtendo os mesmos resultados. Por quê? Em razão da presença de alguns assessores ocupando relevantes funções no âmbito da nossa máquina pública do nosso Estado e para as quais não se encontram habilitados. A pesquisa que avaliou o desempenho do governador Gladson Cameli também os identificou. Em tempo: seus resultados me foram repassados por uma fonte merecedora da mais absoluta credibilidade.

 Sempre que sou questionado sobre o que deva ser feito com tais “aspones”, como assim são denominados, invariavelmente recomendo: urge lançá-los fora, a exemplo do que se faz quando algumas laranjas podres são encontradas dentro um balaio.     

Os resultados da referida pesquisa me foram confiados sob compromissos, sendo um deles, o de não identificá-los, embora  seus nomes são freqüentemente citados na Barbearia do Ziza, no Senadinho, no rol da nossa ALEAC, nos mercados e onde mais que se esteja ou se vá. 

Pô-los no olho da rua, quem sabe seja o que precisa ser feito, até porque, não há como mantê-los onde se encontram, a não ser que as tais forças ocultas, comumente presentes na nossa atividade política, estejam obrigando o governador Gladson Cameli a continuar engolindo-os, com cascas e caroços. 

Recentemente, e por certo se reportando aos tais “aspones”, ouvi do próprio governador Gladson Cameli, ao meu sentir, à título de desabafo, a seguinte expressão: “a porta da rua será a serventia da casa”.

Se a primeira impressão que se tem de um governante é dada pelas pessoas que o cercam, ainda que suas ausências venham deixar saudades, urge substituí-los, e em tempos de desafios, nada mais recomendável.

 Não apenas o nosso Acre, mas todos os nossos entes federados estão enfrentando sérias dificuldades, alguns deles sem condições sequer de honrar com o pagamento dos salários de seus próprios funcionários e prestadores de serviços, entre outras inadimplências, todo cuidado deverá ser pouco. Cercar-se de assessores competentes é, sem dúvidas, a primeira providência a ser posta em prática pelos nossos governantes. Do contrário, o desastre será inevitável. 

Dar uma mexida no seu tabuleiro, ou mais precisamente, nas peças que integram a sua equipe governamental, faz-se necessário e urgente. Quão bom que esta seja à disposição do governador Gladson Cameli. 

Artigos Publicados

Discriminação

Populismo

Não pode

Pornográfica