O Rio Branco

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Verdadeiras inquisições

Por Artigo do Narciso

31 de Agosto de 2018 às 17:15:01

Os candidatos que comparecem aos programas da TV-Globo, ao invés de entrevistados são inquiridos.

     Os jornalistas que o Grupo Globo de Comunicação designam para entrevistar os presidenciáveis, especialmente, na TV-Globo Globo e na GloboNews, se devidamente avaliados, não seriam aprovados num teste para compor um time de cabos-eleitorais, sobretudo, em se tratando do processo eleitoral em curso, até porque, não fosse assim, Lula e Bolsonaro estariam nas rabeiras das pesquisas, jamais ocupando o 1º e o 2º lugar na preferência dos nossos eleitores. 

         Willam Bonner, figura de proa do Jornal Nacional, ainda não entendeu, e se entendeu, não parou para avaliar que, toda vez que se reporta ao ex-presidente Lula, propositadamente, acrescendo a seguinte  expressão: “Lula encontra-se preso por ter sido condenado pelos crimes de  corrupção passiva e lavagem de dinheiro”, só tem feito crescer a sua popularidade. Vide os resultados das mais recentes pesquisas. Sobre o presidenciável Bolsonaro, não fosse o desapreço e a parcialidade como os “globais” costumam tratá-lo, o dito cujo continuaria fazendo parte do baixo clero da Câmara dos Deputados, jamais alçado a condição de presidenciável, e diga-se passagem, em condições bastante competitivas. 

         Por ter sido o primeiro dos presidenciáveis a enfrentar a dupla  Wiliian Bonner/Renata Vasconcelos, no Jornal Nacional da segunda-feira, próxima passada, outro por quem o Grupo Globo nunca demonstrou o menor apreço, ao candidato Ciro Gomes nada foi perguntado sobre geração de empregos, déficit fiscal, saúde pública e educação pública, estes sim, os principais desafios a ser enfrentados pelo próximo presidente da República, até porque, mais de 20 dos 25 minutos da referida entrevista foram desperdiçados, com perguntas e respostas que pouco ou nada tinham a ver com sua condição de candidato.    

         No dia seguinte, foi à vez do candidato Jair Bolsonaro enfrentar o paredão arquitetado pela dupla Bonner/Renata. Resultado: ao invés de emparedá-lo, em pelo menos duas ocasiões, a dupla acabou sendo emparedada. : 01 – quando instado a justificar as menções elogiosas que o candidato costumeiramente tem feito a chamada revolução/64. 02- ao ser questionado sobre a desigualdade de salários entre mulheres e homens que desempenham a mesma função. Sobre a tal revolução, bastou que Bolsonaro relembrasse o principal trecho do editorial do jornal “O Globo” escrito pelo próprio Roberto Marinho, no dia 02 de abril de 1964, repleto de elogios a dita revolução, para a dupla mudar de assunto. Sobre as desigualdades de salários, para comprovar que existe,  Bolsonaro perguntou qual o salário de cada um deles e como se estivesse tratando de um segredo de Estado, não obteve respostas.

E o que aconteceria se a referida dupla viesse entrevistar o ex-presidente Lula? Certamente, jamais o enquadraria, até porque, na escola que a dupla Bonner/Renata, e por extensão, a jornalista Mirian Leitão, aprenderam à fazer política o ex-presidente Lula era o mais graduado entre todos os professores.

 



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