O Rio Branco

Hoje é 14 de Novembro de 2018

Não aos oportunistas

Por Artigo do Narciso

03 de Setembro de 2018 às 17:16:58

O presidenciável Álvaro Dias quis fazer da Operação Lava-Jato o seu cavalo de batalha e não está dando certo.     

Ao prometer que transformaria a Operação Lava-Jato numa instituição de Estado, ou seja, numa espécie de quarto poder e que convidaria o juiz Sérgio Moro para comandá-la, o presidenciável Álvaro Dias, muito precipitadamente, acabou os envolvendo no processo eleitoral em curso, diga-se de passagem, o que jamais poderia ter feito. Digo mais: além do escancarado oportunismo o dito cujo também se revelou bastante inconseqüente.

Ainda bem, e as pesquisas estão aí para testemunhar e comprovar que ele ainda não tirou, e muito provavelmente não tirará nenhum proveito eleitoral. Vide os seus miseráveis 3% na sua aceitação de intenção de votos, na melhor das hipóteses, empatado com alguns dos presidenciáveis que costumam brincar com candidaturas.   

Fosse a Operação Lava-Jato e o próprio juiz Sérgio Moro, bons cabos-eleitorais, certamente, ex-presidente Lula, entre todos os presidenciáveis, o mais massacrado por ambos, jamais estaria em primeiríssimo lugar nas pesquisas, e sim, disputando suas rabeiras com o mais brincalhão dos presidenciáveis, no caso, José Maria Eymael, este por sua vez, seis vezes candidato.

Daí a pergunta que não pode calar: os componentes da referida operação e o próprio juiz Sérgio Moro consentiram que o presidenciável Álvaro Dias, publicamente e de forma insistente, fizesse explorações político-eleitoreiras a ponto de realçá-los como sendo sua principal e única bandeira de campanha? Se sim, como diz o presidenciável Ciro Gomes, agiram fora de suas “caixinhas” e se não, embora tardiamente, ainda há tempo para desautorizá-lo. Do contrário irão pagar, e muito caro, pelos seus silêncios. 

E não sendo candidato, como tudo nos leva a crer que não, caso o ex-presidente Lula declare apoio ao seu já acertado substituto, Fernando Haddad, e este consiga chegar ao segundo turno, já não digo, ser eleito, pois se isto viesse acontecer, deixaria a Operação Lava-Jato em apuros, o que resultaria das próximas eleições? Só para relembrar: nas eleições presidenciais de 2010, para sucedê-lo, graças ao seu prestígio, o então presidente Lula elegeu um posto chamado Dilma Rousseff.

Faço minhas as palavras do ministro do STF, Gilmar Mendes, alguém que nunca demonstrou a menor simpatia pelo ex-presidente Lula, numa das suas freqüentes entrevistas à imprensa: “vocês jornalistas, e parte do nosso judiciário, fizeram do ex-presidente Lula uma vítima e não estão sabendo voltar atrás. Digo eu: mito não se destrói, e sim, se exorciza.

Em relação ao presidenciável Álvaro Dias, muito provavelmente,  quando for divulgado os resultados da próxima eleição ele irá concluir que tanto a Operação Lavas-Jato quando o juiz Sérgio Moro não foram bons cabos-eleitorais, ou mais precisamente, revelaram-se como dois cavalos mancos, não apenas na saída, sim e também, em sua atrasadíssima chegada.  

 

 

 

 



Confira os Últimos Artigos


Compartilhar