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Infelizmente


.                                               Na ausência de remédios que poderiam enfrentar a Covid-19, falar sobre coronavíus é fundamental.


         Fundamental, certamente, a fim de se evitar a sua contaminação. Mas para tanto devemos, sempre e invariavelmente, nos orientarmos pelas instituições que visam combatê-lo e, sobretudo, pelos especialistas em infectologia, isto porque, até que seja descoberta a vacina que impeça sua contaminação, resta-nos tão somente nos prevenirmos. Outra não é a mais importante recomendação da OMC_Organização Mundial de Saúde e do nosso Ministério da Saúde.  


         Claro que não se trata de um assunto que nos trás o mínimo de satisfação, mas sim, o máximo de importância, isto porque, o tal pico de sua contaminação ainda não aconteceu no Brasil.


         Para evitarmos o achatamento do seu indesejável pico dependemos não apenas dos infectologistas, sim e também, do conjunto da nossa sociedade, até porque, se seguirmos as recomendações dos especialistas em doenças viróticas, por certo, os resultados alcançados serão menos trágicos.


         Como restou provado que nenhum país do mundo encontrava-se com o seu sistema de saúde pública em condições de enfrentar o coronavírus, nem mesmo os países do denominado primeiro mundo, dado seu elevado poder de contaminação, de um lado, e as deficiências dos seus correspondentes sistemas de saúde, de outro, o coronavírus encontra-se presente em quase todos os países do mundo.


         Da China onde surgiu pela primeira vez, o coranavírus partiu para Europa e hoje o seu epicentro encontra-se nos EUA, ou mais precisamente, em Nova York, a mais importante e rica cidade do mundo. Ora, se os países, primeiramente, vitimados pelo coronavírus, vieram ser àqueles que imaginávamos que dispusessem dos melhores sistemas de saúde do mundo e os estragos produzidos foram devastadores, o que haveremos de esperar caso o coronavírus venha invadir a África Subsaariana e a America Latina, cujos continentes reúnem os países mais pobres do mundo?
         Se nós, brasileiros, não nos prevenirmos do coronavírus, e com bastante determinação, por certo, iremos pagar um elevadíssimo preço, se é que já não estamos pagando. Portanto, não posso crer que as centenas mortes já corrida em nosso país ainda não tenha bastado para chamar a atenção, sobretudo, dos cidadãos comuns, sobre os cuidados que se fazem necessários a fim de se evitar a sua proliferação.


         Não se fazer presente as aglomerações é a primeira recomendação, e ficar em casa o maior tempo possível, a segunda. Claro que aqueles que prestam serviços considerados absolutamente essenciais precisam sair às ruas, conquanto que, obedecendo às recomendações que insistentemente as nossas autoridades políticas e sanitárias vêm tornando públicas.

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