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Bandeira branca

Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, e na briga travada entre os contras e os prós, torço pelo fim da briga.

Não considero que o presidente Jair Bolsonaro esteja fazendo uma gestão sequer, minimamente razoável. Diria mais: faço parte do universo dos brasileiros que, majoritariamente, considera o seu governo como ruim e/ou péssimo. Ainda assim, torço pelo fim da briga. E por quê? Pelas seguintes razões: 01 – a sua eleição ocorreu consoante às regras do nosso jogo democrático. E pior ainda: enquanto o regime presidencialista continuar prevalecendo no nosso país, continuaremos correndo o risco de voltarmos a eleger os chamados salvadores da pátria. Para tanto, basta que lembremos as eleições de Jânio Quadros e Fernando Collor. 02 – na luta contra a pandemia do coronavirus nada justifica que, ao invés de nos unirmos contra um inimigo comum, que estejamos alimentando duas outras crises que já vinham severamente nos p erseguin do: uma de natureza econômica e outra de natureza eminentemente política.
Portanto, em relação à briga em curso, não torço por nenhum dos lados, e sim, pelo fim da briga, até porque, o pós coronavirus, não apenas para nós, brasileiros, sim e também, para o restante do mundo, será um período bastante longo e penoso, capaz até de nos conduzir a uma convulsão social, esta sim, a pior de todas as crises.  

Que o presidente Jair Bolsonaro tem sido um provocador de brigas, não há o que se discutir. Entretanto, se quando um não quer dois não brigam, até então, as suas provocações não vinham trazendo maiores preocupações, isto porque, o seu despreparo para exercer as elevadíssimas funções de presidente República, por incrível que possa parecer, jogava a seu favor, posto que, e volto a repetir: a sua ascensão ao poder se dera segundo as regras do jogo que estava sendo jogado. Assim sendo, urge que tais suas regras sejam mudadas. Do contrário, tão certo como 2+2=4, resta-nos esperar pelas próximas crises.

Lamentavelmente, no último final de semana, a luta entre os prós e contras começou a invadir às nossas ruas e, por certo, a nos sinalizar que tempos ainda mais tenebrosos estarão por vir, a despeito do crescimento das curvas de contaminados e de mortos pela Covid-19.   

A nossa democracia, e qualquer outra, precisa ser praticada e não apenas pregada, isto porque, entre nós, tanto os prós quanto os contra o presidente Jair Bolsonaro, embora se digam pregadores e defensores da nossa democracia, na prática, só estão agredindo-a.  

 Àqueles que defendem a nossa democracia propugnando por uma intervenção militar e pela interdição de qualquer um dos nossos três poderes estarão apostando no quanto pior, melhor. De igual forma, àqueles que pensam em tirar proveito no agravamento das nossas crise.

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