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Nada mais perigoso

O populismo, seja de direita ou de esquerda, é  a mais grave ameaça de qualquer democracia.  

Em todas as democracias, o populismo político vem mostrando as suas garras, e como não poderia deixar de ser, produzindo resultados altamente prejudiciais. Até nos países que imaginávamos imunes as suas tentações, o referido monstro já produziu seus desastrosos resultados.  
O mais exemplar dos exemplos foi à eleição de Donald Trump à presidência dos EUA, e entre nós, a eleição do presidente Jair Bolsonaro. E o mais surpreendente: ambos foram alçados ao poder empunhando a bandeira que tradicionalmente era içada pelos chamados esquerdistas, qual seja, a do Estado todo-poderoso e, portanto, provedor de tudo e de todos. 

Jamais me guiei pela diferenciação que comumente vem sendo feita entre “esquerda e direita” e jamais acreditei que um candidato assumidamente de direita pudesse ganhar uma eleição presidencial no nosso país, isto porque, diferentemente das pregações dos esquerdistas, seus discursos não caiam na graça das nossas massas, menos ainda, dos nossos eleitores.    

As mais recentes eleições, tanto cá dentro quanto lá afora, resultaram da referida polaridade. Cá entre nós, em todas as disputas presidenciais havidas após a nossa redemocratização, a chamada “direita” no máximo, conseguiu levar um candidato ao 2º turno. Prova disto, FHC, Lula, Ciro, Covas, Serra, Aécio, Alckmim e Marina, os que mais se destacaram no nosso cenário político, se diziam de “esquerda”.

A expressão a seguir, atribuída ao atual senador Esperidião Amim, fala por si só: “O poder é como o violino. Toma-se com a esquerda e toca-se com a direita”. Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, deu-se exatamente o contrário. Em tendo chegado ao poder se dizendo direitista, insiste em tocá-lo, ideologicamente, e nalguma ações, com um viés nitidamente. Vide o seu velado apoio aos caminhoneiros e  a reforma da nossa previdência social.   

Como de economia o presidente Jair Biolsonaro não entende bulhufas, como ele próprio proclama, das duas, uma: ou ele delega ao seu ministro da economia Paulo Guedes, competentíssimo, diga-se de passagem, a condução da nossa economia, ou o seu governo caminhará rumo a um retumbante fracasso. 
Bem disse o ex-ministro Delfim Neto: esquerda e direita só se prestam, adequadamente, como orientação de trânsito. 

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