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O Pacto vai impactar?

Com a caneta eu tenho mais poder que você.

A expressão que encabeça este artigo, segundo o jornal “O Estadão” foi de autoria do presidente Jair Bolsonaro e dirigida ao deputado federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, quando os representantes dos nossos “poderes” se reuniram para tratar de um suposto pacto em favor da governabilidade do nosso país. 

Nada contra a referida reunião, até porque, segundo o artigo 2º a nossa constituição, nossos poderes não só devem como precisam funcionar, independentes e harmônicos. Reporto-me, aos nossos poderes “legislativo, executivo e judiciário”.

Entretanto, ao darem a referida reunião o nome de “pacto”, a coisa mudou de figura. E por quê? Porque o estabelecimento de um pacto só faria sentido se os nossos poderes reconhecessem que havia chegado à hora de por fim aos seus recorrentes conflitos. Se esta fosse à causa que motivara o tal “pacto”, nada em contrário, afinal de contas, conflitos é o que não tem faltado envolvendo o governo Jair Bolsonaro. Neste particular, tanto os seus filhos quanto o seu guru, Olavo de Carvalho, têm sido primorosos.   

Acontece que, no dia anterior ao estabelecimento do tal “pacto”, logicamente, sob orientação do próprio presidente Jair Bolsonaro, e se não, dos seus fiéis seguidores, nossas ruas foram tomadas por mais de uma centena de manifestações populares, nas quais, tanto o deputado federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, quanto o STF, na pessoa do seu presidente, ministro Dias Toffoli, foram expostos à execração pública e na degradante condição de vilões.

O pixuleco do deputado federal, Rodrigo Maia, vestido com a camiseta time da sua preferência, ao lado do pixuleco do ex-presidente Lula, vestido de presidiário, foi demasiadamente agressivo, isto porque, “Botafogo”, era o seu codinome, segundo declarações de alguns delatores, ao tempo em que a Operação Lava-Jato botava fogo no nosso país.  Pior ainda: se as tais manifestações eram em favor da reforma da nossa previdência social, Rodrigo Maia, não se fazia merecedor de tamanha agressão.  

Portanto, ao alegar que sua caneta tem mais força que a do deputado federal Rodrigo Maia, o que é razoavelmente compreensível, o presidente Jair Bolsonaro deveria se lembrar o que aconteceu com o então presidente Fernando Collor e com a então presidente Dilma Rousseff, ou seja, que a tinta da sua caneta pode ser acabar antes do final do seu mandato, ou como disse o poeta: “só é eterna enquanto dura”.

 

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