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Simples assim

     Quando um governante busca o apoio das ruas algo de muito preocupante está acontecendo.

Manifestação popular, no Brasil ou mundo afora, foi e sempre será um dos mecanismos, por vezes, o mais eficaz, para chamar a atenção dos seus governantes e de suas elites, quando suas populações se sentem desassistidas em suas mais elementares e urgentes necessidades. Por exemplo: quando os “sem casas” se manifestam, assim o fazem movidos pela necessidade de conseguirem um lugar para morar. De mais a mais, a nossa constituição, em seu artigo 6º, diz expressamente que a moradia é um direito dos nossos cidadãos e um dever do Estado. Daí suas manifestações serem plenamente justificáveis e aceitas por grande parte da nossa sociedade. Estranho e inaceitável seria assistirmos uma manifestação dos “com mansões”. Ou não? 

 Sobre as manifestações do último domingo, a meu ver, além de inoportunas, em nada ajudarão o presidente Jair Bolsonaro, a não ser que ele, pressentindo que o seu mandato encontra-se seriamente ameaçado, tenha tentado buscar o apoio das ruas.

Portanto, todos àqueles que arquitetaram e participaram das referidas manifestações, à pretexto de dar uma resposta as manifestações ocorridas no dia 15 do mês em curso, nas quais, sua pauta era a defesa da nossa educação pública, e em particular, as nossas universidades federais, não tardarão a concluir que cometeram um gravíssimo erro. Pior ainda, contado com o apoio um tanto quanto encabulado do próprio presidente Jair Bolsonaro.

Se as tais manifestações tivessem como objetivo defender a reforma da nossa previdência social, jamais o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, teria sido exposto à execração pública na condição de vilão, até porque, ninguém mais que ele tem defendido a sua aprovação. Igualmente erráticas foram às agressões dirigidas ao “centrão”, pois sem o apoio dos seus integrantes nenhuma das nossas reformas constitucionais será aprovada. Portanto, tratá-los como foram tratados foi um desafio de altíssimos riscos. Coisa de doido!.  

Pelo sim pelo não, chego a crer no que sugeriu o deputado federal, Pastor Sgt. Izidoro: “é chagada a hora do presidente Jair Bolsonaro conversar com um doido, e como sou um deles, me candidato a conversar com ele, até porque, doido com doido se entendem”.

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