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Insustentável


.               O presidente Jair Bolsonaro sequer concluirá seu mandato . caso os grupos que o rodeia continuarem se engalfinhando.

Mais por suas diferenças e menos por suas afinidades, o governo Jair Bolsonaro foi composto por três grupos: 01 - o dos militares. 02 – o familiar. 03 – o comandado caprichosamente pelo auto-proclamado filósofo Olavo de Carvalho. O vice-presidente, General Hamilton Mourão, integra o grupo dos militares, este por sua vez, entre os três, o que mais tem ajudado a difícil governabilidade do nosso país, a despeito das agressões que vem sofrendo, tanto dos filhos do presidente quanto do próprio Olavo de Carvalho, um trotskista de direita, como assim o rotulou o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Boas. 

Politicamente, feito uma biruta que se move ao sabor dos ventos, assim o governo do presidente Jair Bolsonaro vinha e continua se movendo. Do Congresso Nacional, do qual depende a aprovação das nossas reformas constitucionais, entre elas, a da providência social, as incertezas abundam.  E o mais grave: caso não consiga aprová-la, o seu próprio mandato continuará correndo sérios riscos. 

Até então, o general Eduardo Vilas Boas, como quem,  prudentemente, vinha dando tempo ao tempo, na esperança que o tal filósofo parasse com suas agressões, em particular, contra a instituição “Exército Brasileiro”, assim se pronunciou: “mais uma vez o senhor Olavo de Carvalho, a partir de seu vazio existencial derrama seus ataques aos militares e às Forças Armadas demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia”. 

Desde que deixou o exército, em janeiro próximo passado, o general Villas Boas vem ocupando o cargo de assessor especial do GSI-Gabinete de Segurança Institucional, comandado pelo general Augusto Heleno, ambos bastante próximos do presidente Jair Bolsnaro. Ultimamente, quem se tornou alvo da fúria dos chamados “olavetes”  foi o General Santos Cruz, ministro da secretaria geral do governo Jair Bolsonaro. Olavo de Carvalho já chegou a tratá-lo como “um merda”. 

Em relação ao governo Jair Bolsonaro o diga-me com quem andas que tirei que és vem revelando as verdadeiras causas do baixo desempenho de sua gestão e a altíssima taxa de intrigas entre seus supostos aliados. 
Por último: o sucesso de qualquer governo depende fundamentalmente da escalação dos seus assessores, ou mais precisamente, de colocar pessoas certas nos lugares certos. 

 

 

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