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Poder de mando

O governante que transfere a sua autoridade para   quem quer que seja terá dificuldade para recuperá-la.     

Nos primeiros 100 dias de sua gestão a frente do governo do nosso Estado o governador Gladson Cameli chegou a ser importunado com determinadas acusações, entre elas, a de que, incapaz de exercer o poder que lhes fora conferido, alguns dos seus assessores estariam mandando mais que ele. Para os seus adversários, nada mais oportuno, afinal de contas, acusá-lo de ser um governador que não sabe governar era tudo que pretendiam. 

De repente, não mais que de repente e, por certo, insatisfeito com tão incômodas acusações, o governador Gladson Cameli deu uma guinada no seu jeito de ser e agir, e chamou para si a integralidade de sua autoridade, afinal de contas, foi a ele e somente a ele que, soberanamente, nós, acreanos, lhes conferimos o poder político e administrativo do Acre. Transferi-lo seria o maior dos erros, delegá-lo sim, quando lhes convier.  

Se alguns de seus assessores se imaginavam detentores de poder e deslumbradamente vinham agindo assim, que passem a agir no limite dos seus respectivos quadrados, do contrário, seus presumidos poderes poderão ser extintos com uma simples canetada de quem verdadeiramente controla as edições do nosso diário oficial. 

Passado os primeiro 100 dias de sua gestão no comando político do nosso Estado, muito provavelmente, o governador Gladson Cameli já avaliou o desempenho de cada um dos seus assessores e já tem juízo formado a cerca de todos eles. E as ruas também. 

Prestigiar os assessores que estão, a contento, dando conta de suas responsabilidades é perfeitamente natural que os prestigiem, contudo, a manutenção daqueles que além de se revelarem incompetentes, ainda se acham insubstituíveis, é uma temeridade, isto porque, o sucesso ou insucesso de um governante depende fundamentalmente dos assessores que o cerca.   

Seria exagerado se dizer que o governador Gladson Cameli está buscando recuperar a autoridade que havia pedido, até porque, isto não aconteceu, mas para tanto se faz necessário que ele continue demonstrando que o seu governo tem um único comandante. 
Nenhum Estado democrático será bem governado se àquele a quem o povo lhe conferira o poder vier abdicar de exercê-lo. 

 

 

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