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Governador admite haver cartel na Sesacre

Gladson Cameli não participou do programa “Fale com o Governador”, na manhã de sábado, na Rádio Aldeia FM, em função da morte de seu tio, o empresário Chiquinho Cameli. Mas na edição especial desta terça-feira, às 7h, da manhã, o governador esteve presente e destinou a maior parte aos sistema público de saúde.

O governador Gladson Cameli decidiu fazer um desabafo contra a situação interna da saúde no Acre.Ele já afirmou, reiteradas vezes, que enfrenta uma verdadeira guerra para destravar o que ocorre dentro da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Seascre).

Nesta terça-feira, Gladson perdeu a paciência e afirmou, como cidadão comum, que encontra-se indignado com os entraves na área da saúde. “Só pode ter um cartel ali dentro que não deixa as pessoas trabalharem. Assumo essa responsabilidade e quem não fizer seu trabalho vai “se ver” ou comigo ou com a justiça”, afirmou.

A  vontade de Cameli era demitir imediatamente quem estivesse atrapalhando o andamento das ações dentro da Sesacre, mas existem leis que o impedem. “Queria ter o poder de para demitir quem não quer trabalhar, mas a lei não permite”. Segundo ele, rola muito dengo e “mimimi”.

O governador disse ainda que quem não quer prestar serviço para o estado não é obrigado. Só não vou permitir que o estado “vire” escravo de algumas entidades e pessoas”, destacou.

Ainda segundo o governador, o problema é falta de recursos financeiros. “Dinheiro dinheiro tem, o que ainda falta é vontade de algumas pessoas fazerem as coisas caminharem para frente”.

Cameli afirmou que  todo mundo fica olhando para si.  “Isso não pode, estamos falando de vidas. Não me preocupo comigo, me preocupo com os pais e mães de família que vem de longe em busca de atendimento”.

O assunto saúde é um dos maiores gargalos que a gestão de Gladson vem enfrentando desde o início do mandato. “Não vou culpar o secretário (Alysson Bestene), pois o sucesso do governo depende do trabalho coletivo e não consigo entender qual é essa dificuldade”.

Apesar e tudo, o governador afirmou que sua gestão já deu certo e que as pessoas precisam aceitar que a política no Acre mudou. “Me dói quando toca no assunto da saúde, mas vamos resolver e quem não quer trabalhar, saia”, finalizou.

Vitória governista

Deputados da base governista derrubaram a proposta de Emenda Complementar ao artigo 43 da Reforma Administrativa, que cria 1.350 cargos comissionados não seja alterado. Se a proposta fosse aprovada,  o governo ficaria apenas com os 900 cargos, que foram aprovados na Reforma do ano passado.

Desnecessário

O autor da proposta derrotada, deputado Roberto Duarte Junior (MDB) afirma que os nova cargos são desnecessários ao bom funcionamento da máquina pública estadual. A mesma opinião tem os deputados da oposição.

Clima quente

Durante a reunião conjunta na tarde desta terça-feira, 21, das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Orçamento e Finanças, o clima esquentou e a temperatura subiu. O ponto maior da divergência é a criação de 450 cargos comissionados.

Aos gritos

Deputado Fagner Calegário (sem partido) foram ouvidos provocando correria nos corredores da Aleac. Eleito pelo PV, Calegário chegou a ser citado como reforço na bancada governista, mas mudou de ideia e decidiu cumprir sua missão na  oposição, mas largou o Partido Verde.

Sem controle

O governo não tem o controle de nenhuma das duas comissões onde o projeto de lei que trata da Minirreforma tramita. A Comissão deConstituição e Justiça e presidida pelo deputado Roberto Duarte Junior (MDB) e a Comissão de Orçamento e Finanças tem como presidente o deputado Chico Viga (PHS).

Silêncio

Advogado, articulista e professor Edinei Muniz acredita que o silêncio absoluto do ex-senador Jorge Viana pode ser uma estratérgia para derrotar Gladson Cameli e levar o PT de volta ao poder.

Candidatura própria

Secretario-geral da direção nacional do PT, Romênio Pereira, em entrevista ao programa Boa Noite Rio Branco, nesta terça-feira, afirmou que  o partido lançará candidatura própria à Prefeitura de todas as capitais e das 450 maiores cidades brasileiras.

Restruturação

Romênio Pereira veio a Rio Branco a convite do novo presidente da executiva municipal do PT, ex-deputado federal Sibá Machado. Romênio comando o processo de reestruturação do partido em todo o Brasil já pensando nas eleições municipais.

#  No encontro que teve como grevistas da Polícia Civil na frente da Assembleia, o governador Gladson Cameli (PP) afirmo que  a reforma administrativa em discussão na Assembleia Legislativa  e para criar melhor estrutura de trabalho e fazer o Estado funcionar. “Demos um passo importante para economizar, agora e necessário um novo ajuste”, explicou.

Segundo Gladson, ele tem o poder de nomear ou não as pessoas. Disse que serão chamados técnicos para cuidar da Saúde, Educação, Segurança e outras áreas do governo.  Disse  ainda, que respeita os que votarem contra. “Não governo sozinho, tenho que dá meu jeito, mas o povo saberá os nomes de quem quer atrasar esse Estado”.

PANORÂMICAS

# Deputado Luis Tchê (PDT), novo líder do governo na Aleac,  usou a tribuna na manhã desta terça-feira, 21, para defender a reforma administrativa do governo.

# Luiz Tchê negou que o governo de Cameli tenha aumentado o número de cargos.

# “Não é verdade que aumentou cargos. Nos governos passados 4.750 cargos.

#  Tchê ressaltou que o compromisso do governo Cameli é diminuir o número de cargos.

# Ele revela que em relação ao ano passado o impacto financeiro é de menos de R$ 7 milhões por mês.. “Mais de R$ 70 milhões em um ano”, disse.

# Tchê sempre  foi aliado dos governos petistas. Seu partido, o PDT, que era da Frente Popular, também está na base governista.

# Aquela denúncia sem o menor fundamento contra um diretor da Sesacre tem cara de fogo amigo.

# Aliá, fogo amigo virou marca registrada do novo governo.

# Deputado Neném Almeida aceita o convite par deixar o Solidariedade, ms com a garantia de que não corre risco de perder o mandato.

# O convite foi deito pela presidente regional do partido, deputada federal Vanda Milani.

# Um bom dia ao secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, leitor  assíduo desta coluna.

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