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Não basta ser técnico

        Quem ignora a política não deveria ocupar os chamados cargos de confiança, justo por sê-los de natureza política.

A criminalização da nossa atividade política, diga-se de passagem, o que de pior poderia acontecer é, sem sombras de dúvidas, a mais grave ameaça a nossa democracia, isto porque, democracia e política se completam e se retro-alimentam. Caso contrário, ambas se enfraquecem, mutuamente. 
Do alto de sua sabedoria, e muito oportunamente, disse Winston  Churchill, um dos maiores estadistas da nossa história: “a democracia é o pior dos regimes com exceção de todos os demais”. Daí a pergunta que não pode calar: qual o sistema que os predadores da nossa classe política e, por conseguinte, da nossa democracia, imaginam que deva ser estabelecido no nosso país? Precisamos saber. 
Que a nossa classe política muito tem deixado a desejar não há o que se discutir, até porque, o que é público e notório, despensa comentários. Acontece que, não será criminalizando indiscriminadamente a nossa atividade política que iremos melhorá-la, menos ainda, a nossa democracia. São as práticas dos maus políticos, e não a política em si, que precisam ser melhoradas, ainda que ultimamente, os pregadores da tal nova política possam se vangloriar. Contudo, a eles, deixo aqui o seguinte aconselhamento: política e vinho quando bons, quanto mais velhos melhores. 
Falando sobre a instituição de uma nova política, em outras palavras, mas no mesmo sentido, assim se expressou Antônio Gramsci: “estão matando a velha política e a nova política não consegue nascer”. Nada mais oportuno e genial.
Que a eleição do presidente Jair Bolsonaro, a de alguns dos nossos governadores e a de boa parte dos nossos atuais parlamentares, em particular, dos nossos congressistas, resultaram de tão falaciosa pregação, qual seja, o estabelecimento da tal nova política, é um fato. Entretanto, como não se governa e nem se legisla, a contento, criminalizando-os. Eis a questão!

Que os tecnicistas ora instalados nos altos postos da nossa administração pública, e em todos os níveis, precisam saber é o seguinte: não é o cargo que o engrandece. Pelo contrário, é ele que engrandece ou apequena o cargo, e em se tratando de um cargo público, este por sua vez, derivado de uma decisão política, ou o sujeito se adéqua a atividade política ou irá contrariar os interesses, digamos assim, dos seus patrões. 

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