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Equipe de governo

A primeira impressão que se tem de um governante se extrai a partir dos históricos dos seus assessores.  

Passados os primeiros 100 dias dos seus respectivos mandatos, também chamados de “lua de mel com o poder” nem o presidente Jair Bolsonaro e nenhum dos nossos atuais 27 governadores dispuseram de tempo, o bastante, para apresentar relevantes feitos. Nada contra as cobranças que lhes são feitas, até porque, em última análise, nada mais oportuno que relembrar os seus rosários de promessas.  
Todavia, para se fazer os primeiros prognósticos já é possível, até porque, é a partir das pessoas que os cercam, ou mais precisamente, da capacidade dos seus assessores que formamos as nossas opiniões a respeito dos seus desempenhos. Se pessoas certas são colocadas nos lugares certos, as perspectivas são sempre promissoras, e se pessoas erradas são colocadas em lugares errados, as conseqüências virão e serão sempre incômodas.  
A exemplificar: quando o presidente Jair Bolsonaro nomeou Ricardo Vélez Rodrigues para ser ministro da Educação, a exceção dos fanáticos que rezam na cartilha do bufão Olavo de Carvalho, já se sabia que o dito cujo não esquentaria a cadeia do poder, ou seja, que seria ejetado ainda no decorrer dos tais 100 dias. Bingo!
Aqui no Acre, e para não fugir a regra, o governador Gladsom Cameli está sendo cobrado, nalguns casos, inoportunamente, até porque, entre os seus compromissos, publicamente assumidos, alguns deles jamais poderiam ser concretizados em tão pouco tempo. É do sábio pensador francês, Marcel Proust, a seguinte frase: “O tempo é o senhor da razão”. 
Em relação aos assessores do governador Gladson Cameli nada mais conseqüente que às análises, ainda que algumas delas com nítidas pretensões provocativas. Entretanto, se algumas peças do seu tabuleiro precisam ser trocadas, nada melhor que se aconselhar com as vozes sensatas das ruas. Maldito o governante que mantém pessoas errados ocupando lugares errados nos altos postos de sua gestão. 

De antemão esclareço: só se encontra a altura para exercer um cargo de proa, em qualquer governo, quem dispuser de razoável capacidade técnica e não se arvorem quando dizem que não entendem e não gostam de política. Tais brutamontes precisam entender que em determinados funções de um governo, a habilidade política se sobrepõe a capacidade técnica.  
A eleição do próprio governador Gladson Cameli dependeu, fundamentalmente, de sua habilidade política. Ou não?. Com a palavra quem pensa o contrário. 

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