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Quadra de cão

Os próximos quatro anos serão desafiadores para todos os nossos governantes. Nua e crua, esta é a realidade. 

Nunca, em toda a nossa história, e nos seus três níveis, a nossa federação havia se deparado com uma situação tão delicada, diria até, a beira de um precipício. Os prefeitos dos nossos 5.560 municípios, feitos pedintes, andam com um pires nas mãos, esmolando ajudas, ora do seu corresponde governador, ora do governo federal. Não fosse às tais emendas parlamentares, a grande maioria das nossas prefeituras já teriam fechado suas portas. 
Os governadores das nossas 27 unidades federadas, com raríssimas exceções, estão comendo o pão que o diabo amassou. Nem conseguem ajudar as suas respectivas prefeituras e nem estão sendo ajudadas pelo governo federal. Para demonstrar o grau de gravidade que ora  enfrentam, nos reportamos aos seguintes Estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, outrora, bastante pujantes. Sobre os pobres coitados, do norte e nordeste, dá pena e dó, suas situações. 
 Resta-nos, portanto, apelar para o governo federal. E no que ele pode ajudar, ainda que a título de socorro, os nossos municípios e Estados?  Segundo o ministro Paulo Guedes, presentemente, o czar da nossa economia, tudo vai depender da aprovação da reforma da nossa previdência social, no que está corretíssimo, até porque, se a dita cuja não for aprovada dias piores estarão por vir.    
Alguém pode perguntar: basta a aprovação da reforma da previdência para o governo federal poder ajudar, a contento, todos os nossos prefeitos e governadores? A resposta é: a contento não, mas algumas ajudazinhas começarão aparecer, isto porque, a sua aprovação despertará as melhores expectativas, sobretudo, as de ordem econômica. Caso contrário, caminharemos rumo ao caos. 
Em relação ao nosso Acre, estamos na dependência da expertise, no bom sentido, do governador Gladson Cameli, de quem esperamos saber se conduzir, e ao mesmo tempo nos conduzir, na difícil travessia do quadriênio em curso, o pior da nossa história político/administrativa. 

Errar pouco e acertar muito, é o preço que o governador Gladson Cameli terá a pagar para que o legado de sua gestão venha ser  saudosamente lembrada. 
 É tudo que esperamos! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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