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Absurdamente desarrazoada

Surfando nas ondas da indignação popular, caso contrário, não faria o que fez, o juiz Marcelo Bretas, surfista nº 2 do lava-jatismo e interessadíssimo ao posto de nº 1, dada a vacância deixada pelo juiz Sérgio Moro, determinou a prisão do ex-presidente, Michel Temer, e como seria de se esperar, satisfez determinados segmentos de nossa sociedade, justamente, àqueles compostos pelos brasileiros que se encontram no auge de suas indignações. Entretanto, sua decisão contrariou os mais elementares dispositivos do nosso CPP-Código de Processo Penal e tantos outros claramente expressos no artigo 5º da nossa constituição. 

Que o apoio a sua inconseqüente decisão viria receber o apoio dos mais diversos segmentos da nossa sociedade, a mim não causou nenhuma surpresa, afinal de contas, outra não deveria ser a reação em uma sociedade que convive com mais de 25.000.000 de desempregados e subempregados, com os familiares das vítimas dos 62.000 assassinados que acontece anualmente em nosso país, com as dezenas de milhões de brasileiros que reclamam da baixa qualidade de nossa educação pública e com a precariedade do nosso sistema de saúde pública. 

De caso pensado, alguns magistrados, entre eles, o próprio juiz Marcelo Bretas, em perfeita sintonia com alguns integrantes do nosso furioso Ministério Público aderiram ao bolsonarismo, ou seja, a criminalização da nossa atividade política.    

Resumindo-se: ao determinar a prisão do ex-presidente Michel Temer, por certo, o juiz Marcelo Bretas pretendia obter o troféu que o favorecesse a ser alçado à condição de comandante em chefe do lava-jatismo. 
Na contra-mão de tudo isto, registro aqui, da lavra de Voltaire, a seguinte preciosidade jurídica: “é melhor correr o risco de salvar um homem culpado do que condenar um inocente”. 

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