No dia da sua Independência, Brasil perde para a Argentina no BasquetebolNo chuvoso e frio dia da Independência, o basquete brasileiro foi, enfim, mais importante do que o futebol pentacampeão do mundo.
Aliás, quase ninguém sabia que a Seleção Brasileira de Mano Menezes esteve reunida para um jogo treino contra a equipe B do Barcelona, na Espanha.
A televisão e os olhos dos torcedores ficaram voltados para as oitavas de final do Mundial de basquete, na Turquia. O Brasil jogava por uma vaga na próxima fase contra o arquirival Argentina. Perdeu a partida (93 a 89), mas saiu do torneio melhor avaliado, embora o esporte esteja longe do status que tinha entre os brasileiros três, quatro décadas atrás.
É difícil prever se Brasil reconquistará a posição que desfrutava como um time competitivo dentro do cenário do basquete internacional. O motivo parece contraditório, mas o fato de alguns de seus melhores jogadores atuarem na NBA acaba, no fundo, atrapalhando – caso de Leandrinho, Varejão e Nenê (este último, contundido, não participou da campanha do último Mundial).
Jogando na liga profissional americana, esses atletas possuem contratos muito restritivos de participação na seleção de seu país de origem em competições diversas e jogos amistosos. Com a seleção em segundo plano para esses excepcionais jogadores, fica difícil o Brasil contar com uma base forte durante todo o ano. E isso também afeta a preparação e o trabalho de longo prazo no país, inclusive para atrair patrocinadores e público.
Esse filme do basquete já se passa há algum tempo na Seleção Brasileira de futebol. Só que no futebol, o país tem uma profusão muito maior de craques, inclusive atuando nos clubes locais. No fim, isso acaba atrapalhando menos a preparação do selecionado brasileiro para uma Copa do Mundo, por exemplo, devido ao número expressivo de opções – fato este que não acontece no basquete, até porque o campeonato nacional, embora renovado recentemente, é ainda precário de participação de clubes.
Em Barcelona, o time de Mano foi formado somente por jogadores que atuam fora do país. Aproveitou-se que não havia uma partida oficial programada (houve apenas um jogo treino contra o time B do Barcelona no qual o Brasil bateu por 3 a 0, mas a partida não passou na tv por aqui) para realizar um período só de treinamentos.
A prática é infrutífera. Como certa vez afirmou Didi, "treino é treino, jogo é jogo". Um dos maiores craques do futebol brasileiro queria ressaltar que nem sempre o esforço em treinamento assegura boa atuação em uma partida de futebol. No final das contas, é o desempenho no jogo que garante futuro de um jogador em uma equipe.


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