Já se vê nos cadernos de esportes dos grandes jornais mais páginas dedicadas à infraestrutura esportiva e menos às competiçõesAcostumada a tratar o esporte no âmbito dos atletas, das entidades e da cobertura das competições, a imprensa esportiva brasileira se vê agora obrigada a dedicar mais espaço à economia e gestão do esporte.
O motivo é simples: o Brasil vai ter que se desdobrar para construir uma infraestrutura de primeiro mundo para receber a Copa do Mundo de 2014 e, dois anos depois, os Jogos Olímpicos. E os jornalistas terão que entender e mostrar ao público como isso se procederá – e todas as nuances que uma ação desse tipo envolve, inclusive na seara econômica e política.
Já se vê nos cadernos de esportes dos grandes jornais mais páginas dedicadas à infraestrutura esportiva e menos às competições. Pode-se dizer que a tendência começou para valer a partir do momento em que a Espanha levantou o título do Mundial da África do Sul.
Porém, há muita água para rolar, além da própria construção do estádio do Corinthians, que se tornará palco das partidas da Copa na capital paulista. A implosão do estádio da Fonte Nova em Salvador há alguns dias foi também um marco importante. O Maracanã entrando em ritmo acelerado de obras – assim como o Mineirão, Beira-Rio e a arena de Cuiabá -, respira-se agora não só o cotidiano de jogadores e atletas na mídia, mas também a operação para o País ser uma grande vitrine esportiva internacional.
Há cheiro de irregularidades em obras previstas em algumas sedes – caso mais comentado é em Natal. Enquanto isso, o Senado aprovou em ato recente resolução que autoriza endividamento de municípios e Estados por conta de obras para Copa e Olimpíadas, sem obedecer limitações previstas em lei.
A imprensa tem função primordial de cobrir esse longo percurso que o país terá pela frente até erguer a infraestrutura necessária – seja com indícios contrários a lei ou não. E quem vai ter esse papel nas mãos será o jornalista esportivo, pouco afeito a essa linguagem que mistura macroeconomia com poder político de alto escalação – esqueçam os dirigentes rastaqueras de futebol; a conversa agora é outra.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
foi tão facil o tião mudar o horario né, e ...
oi jacozinho gosto muito de voce eu te assis...