Sai nesta sexta-feira (23), direto dos labirintos sombrios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o nome do novo técnico da seleção brazuca, o sujeito que vai tentar fazer a gente esquecer que, por pura teimosia de uma criatura que jamais treinou time nenhum, jogamos fora a oportunidade de ganharmos o campeonato mundial pela sexta vez.
Sempre que chega o momento de escolher o novo técnico da seleção, surgem especulações de toda a espécie, na tentativa de adivinhar quem vai ser o comandante. Unanimidade, assim como no caso dos futuros convocados, não existirá jamais. Há quem prefira fulano, quem prefira beltrano e quem jure que sicrano é o melhor. Mas unanimidade, jamais.
Agora mesmo são dados como mais cotados pela crônica esportiva os nomes de Luiz Felipe Scolari (técnico do Palmeiras), Mano Menezes (do Corinthians), Wanderley Luxemburgo (do Atlético Mineiro) e Leonardo (ex-Milan). Descontados todos os noves foras típicos dessas ocasiões, existe quem jure e bote fé que o corintiano é quem ganhará essa parada.
Trata-se, de fato, de um técnico competente, com uma notória folha de bons serviços prestados ao futebol brasileiro, campeão estadual, da Série B e da Copa do Brasil pelo clube paulista, atual líder do campeonato nacional e, para não dizer que não falei de flores, sujeito de educação primorosa e bom trato (diferentemente do "técnico anterior") etc. e tal.
Mas, apesar de todos os predicados do Mano Menezes, bem como dos outros técnicos cotados para assumir o comando da seleção, eu ainda acho que deveria haver uma consulta popular para apontar o nome do novo profissional. Ricardo Teixeira bem que poderia dar uma de Pilatos e "lavar as mãos" nessa questão, passando a responsabilidade à turba apaixonada.
Nós, "arquibaldos" e "geraldinos" (tomo emprestadas expressões inventadas pelo saudoso mestre Nelson Rodrigues), que roemos as nossas unhas e alcunhas, que inchamos os nossos fígados com o álcool barato das cervejas da vida e que arrancamos os nossos cabelos a cada fracasso da "amarelinha", é que deveríamos escolher o novo técnico da nossa seleção.
Aliás, técnico do Brasil não somente deveria ser escolhido em sufrágio popular como também deveria ter um mandato de quatro anos (sem reeleição, para não se acostumar no poder). Claro, se o eleito começasse a fazer muita besteira (deixar o Ganso fora da convocação, por exemplo), poderia ser submetido a um sumário processo de impeachment.
Para a escolha desta sexta-feira, naturalmente, não dá mais tempo. Vamos ter que engolir mais uma vez, mesmo esperneando se não for do nosso agrado, o técnico escolhido pela CBF. Mas fica a idéia. Uma vez que o país se diz democrático, eu quero votar pra tudo: síndico do prédio, galã da novela das oito, técnico de futebol e o escambau. É isso... E tenho dito!


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
foi tão facil o tião mudar o horario né, e ...
oi jacozinho gosto muito de voce eu te assis...