Dois pilotos de um avião de turismo sequestrado por supostos traficantes quando sobrevoava as linhas de Nasca, em 10 de junho passado, foram libertados no sudeste do Peru, na zona da fronteira com o Brasil, perto do Estado do Acre, informou ontem a empresa proprietária do aparelho.
Ambos estão em boas condições de saúde, na cidade amazônica de Puerto Maldonado, de acordo com o porta-voz da empresa Aerodiana, Jorge Belevan.
– Os dois nos chamaram de um telefone público às cinco da tarde. Não sabemos como chegaram lá – revelou Belevan.
Familiares dos pilotos afirmaram que eles estavam sem documentos nem dinheiro, de acordo com o jornal peruano La República. O avião havia desaparecido em 10 de junho, com sete passageiros que apresentaram identidades falsas para contratar um passeio sobre as linhas de Nasca, um dos locais mais visitados do Peru.
– Os pilotos estão ameaçados de morte e não puderam contar o que ocorreu – disse o gerente da Aerodiana Jorge Dávila, que não sabe sobre o paradeiro do avião Cessna.
Segundo a imprensa peruana, os dois pilotos foram libertados em Iñapari, próximo à fronteira com o Brasil e com a Bolívia, de onde seguiram por terra para Puerto Maldonado. Dávila afirmou ainda que eles não foram agredidos nem maltratados durante esse período.
A mulher do copiloto Jorge Ríos disse a uma emissora local que viajaria até Puerto Maldonado para saber o real estado de saúde de seu marido.
Depois de a aeronave desaparecer, se especulou que ela havia sido sequestrada por grupos ligados ao narcotráfico para transportar droga ao Brasil ou à Bolívia. Os pilotos também não falaram sobre para onde foram levados.


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