Debaixo de um sol escaldante, cheguei ao centro do estádio do Maracanã, no Rio. Estava fazendo uma matéria – aliás, mais uma da série sobre os estádios para Copa do Mundo e outros importantes que estão em obras, como a Arena do Palmeiras e Arena Grêmio, que será publicada na revista mensal O Empreiteiro a partir de fevereiro.
Em um giro de 360°, o estádio lembra pouco do que era antes. De fora é mais visível que mantiveram algumas características do local por conta do mesmo ser tombado pelo patrimônio público. A fachada com os 60 pórticos marcantes da construção de 1950 e as duas rampas monumentais de acesso às arquibancadas foram preservadas. O resto veio tudo abaixo, principalmente do lado de dentro.
No interior ficaram apenas as estruturas da parte superior do estádio – porque, na verdade, ela é integrada ao lado externo não demolido do local – e também porção de arquibancada atrás dos gols. Com isso, muita coisa mudou.
Hoje, impressiona o movimento de máquinas e operários, trabalhando em várias frentes ao mesmo tempo 24 horas por dia, principalmente na construção da arquibancada inferior mais perto do campo (onde ficavam as chamadas cadeiras azuis), no reforço e complementação dos pilares antigos de sustentação do estádio (justamente os que suportarão a arquibancada superior) e da construção de quatro novos acessos (uma espécie de caixa de entrada de torcedores do lado externo) além das já existentes rampas monumentais.
Creio que era melhor terem demolido o estádio, embora a fachada seja uma marca registrada da arquitetura do Rio. O Governo do Estado vai fazer licitação em breve para definir como serão as obras de reforma e melhoria do entorno do estádio, ou seja, dos outros equipamentos esportivos do chamado complexo do Maracanã - ou pelo menos fazer uma maquiagem para dar melhor impressão do lado de fora depois de ter gasto muito grana do lado de dentro. Integram o complexo o ginásio do Maracanãzinho, o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare.
No meio do ano, inicia-se a implementação da nova cobertura de estrutura metálica e lona tensionada – a antiga marquise já foi demolida. Por essa época, o estádio terá feição próxima de como ficará para receber o Mundial, inclusive a final. Talvez a partir daí poderemos dizer que o Maracanã é de novo nosso.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
foi tão facil o tião mudar o horario né, e ...
oi jacozinho gosto muito de voce eu te assis...