sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Arena do Palmeiras deve ter boa rentabilidade

giro_brasil_-_augusto_dinizEstive visitando mais uma arena esportiva em obras, para uma matéria para a revista na qual eu trabalho atualmente. Dessa vez foi a do Palmeiras, em São Paulo, com previsão de ficar pronta em meados do ano que vem.

 

O custo dela é de R$ 330 milhões, abaixo da média dos estádios que estão sendo feitos pelo Brasil afora para atender a Copa do Mundo de 2014. A arena do clube paulista, chamada oficialmente de Nova Arena, não vai sediar o Mundial, mas chama a atenção assim mesmo.

Os motivos são pelo do tamanho dela: 45 mil lugares. O outro é por atender aos padrões Fifa. Mas há um item essencial que me prende o olhar mais do que tudo. É o fato dela realmente ter a possibilidade de aplicar o caráter multiuso.

Falamos muito da preocupação dos estádios brasileiros se tornarem depois da Copa elefantes brancos. Não dá mais pra construir (ou reformar) um estádio somente para partidas de futebol. Ele precisa ter movimento o ano inteiro. Para isso, a arena necessita realizar espetáculos diversos, alugar espaço para empresas realizarem eventos e oferecer serviços e comércio durante os 365 dias do ano.

Muitas arenas pelo mundo já fazem isso. O Brasil tem esse desafio com esses novos estádios que estão sendo construídos. Empresas estrangeiras especializadas em operação de estádios e palcos esportivos estão fazendo parcerias com brasileiros visando justamente o pós-Mundial.

No caso da WTorre, responsável pela construção e exploração por 30 anos da arena do Palmeiras, a empresa convocada para ser parceira dela na operação é a AEG, a maior do mundo nesse ramo.

A Nova Arena que a WTorre está erguendo sobre o antigo terreno do estádio do Parque Antarctica, tem boas chances de dar certo e trazer alta rentabilidade à construtora – muito mais do que o Itaquerão, do Corinthians, e o Morumbi, do São Paulo.

É que o bairro onde está inserido o novo estádio do Palmeiras fica na região central da cidade, em área nobre, com acesso conhecido e fácil para quem vem de qualquer local da capital. Um privilégio raro, principalmente em uma capital de caótico trânsito e de difícil deslocamento. O transporte público também é bastante disponível na área.

Isso facilita a venda do espaço para shows, convenções, encontros de empresas e até mesmo eventos de pequeno porte no restaurante, por exemplo. A WTorre conhece o potencial e está construindo (e promovendo) o estádio pensando nisso.

Claro, o Palmeiras também é um clube de massa e vai contribuir muito para levar gente ao local. Mas pode estar nascendo ali um bom exemplo do que esperamos de um estádio de futebol no Brasil, aberto todos os dias do ano (não somente em partidas de futebol), com acesso fácil para qualquer um e moderno.




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