sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Falta de cobertura do handebol estranha

giro_brasil_-_augusto_dinizO Brasil sedia o Campeonato Mundial Feminino de Handebol neste final de ano. Depois da desistência de Santa Catarina, o torneio veio parar em São Paulo, com quatro cidades recebendo os jogos: além da capital, Santos, São Bernardo e Barueri.

 

O time não faz feio na competição: se classificou para as oitavas de final da competição já no terceiro jogo – dos cinco que tem de fazer na primeira fase. A classificação, inclusive, veio em vitória – considera histórica – em cima das atuais vice-campeãs, a França.

O handebol é popular na Europa. O Brasil costuma se sair bem nessa modalidade em torneio nas Américas, tanto no feminino como no masculino. Nos ginásios das escolas dos grandes centros brasileiros, o handebol é um esporte relativamente bem praticado. Na terra que eu nasci, em Niterói, ele inclusive é bastante popular – o melhor atleta nacional, Bruno Souza, é de lá, a propósito.

Trata-se também de um esporte olímpico, de relativo apelo nos Jogos por ser uma prática coletiva, com atração de grande público para as partidas.

Porém, se o leitor tentar achar um canal de televisão que esteja transmitindo o Campeonato Mundial Feminino para acompanhar o torneio, pode dar com os burros n'água. A competição está sendo transmitida pelo canal aberto UHF Esporte Interativo, que, por exemplo, não pega na popular Net de São Paulo. É preciso desconectar o cabo pra tentar sintonizar a emissora. A frustração tem sido grande, afinal o torneio está entrando em fase decisiva.

A imprensa em geral tem falado pouco do torneio. Está difícil buscar informação do campeonato.

O País tende a receber competições internacionais de diversas modalidades de forma crescente, a despeito de estarmos pouco preparados para isso – se hoje fazemos reformas em nossos estádios de futebol, saiba que precisamos fazer também em nossos ginásios poliesportivos, muitos inadequados a torneios de expressão global.

No caso deste campeonato feminino, é a primeira vez que um país do hemisfério sul recebe a competição. Adaptações extremas foram realizadas no Ginásio Ibirapuera – sede paulistana do torneio – e também nas outras arenas para a realização das partidas.

No futuro, temos a chance de ver com frequência na televisão o entediante golfe na programação das emissoras brasileiras – isso já acontece nos países desenvolvidos. O golfe ganhou força nos últimos tempos ao se tornar olímpico de novo a partir de 2016. Além disso, trata-se de um esporte com enorme capacidade de atrair patrocinadores, pelo fato de ser muito praticado pelos ricos – alguns chegam até a fazer a modalidade para ter chance de manter relacionamento com gente abastada e poderosa – ou realizar o forçoso networking.




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