
Ao final, eles ainda dão uma dica àqueles que ainda não se jogaram ao sentimento
Falar de poesia e levar sentimento ao público. Essa é a proposta da banda acreana Os Descordantes que, na última terça-feira, 4, foi um dos destaques do endereço eletrônico pessoal do senador Jorge Viana (PT-AC). O sucesso, que aos poucos se consolida é, segundo seus integrantes, parte de muita força de vontade e de uma necessidade de mostrar suas produções autorais.
O nome da banda já traz um pouco de história. De acordo com o vocalista da banda, Diego Torres, os poemas e poesias de amores não correspondidos se chamavam “descordo”, à época da Idade Média. “Os trovadores faziam poesias sobre seus amores e foi daí que veio toda a ideia”, explica.
Apaixonados pela música, Diego, George Naylor, Paulo Roberto e Marxson Henrique explicam que o estado necessita mostrar um pouco de suas próprias letras. “Apesar de vivermos em um local distante do grande pico de novos artistas musicais, queremos reconhecimento. Aqui no estado há um grande revolução cultural, que não pode ser descartada”, explica Diego.
“Falar de amor não dói”
O grupo se orgulha de suas letras românticas e, com o intuito de tocar as pessoas sentimentalmente, Os Descordantes começam a se destacar no cenário local. “Falar de amor não dói. O sentimento hoje em dia ficou tão banal que as pessoas têm medo de falar. Falamos de amor e sentimento em nossas canções”, destaca Diego.
Para o baterista da banda, George Naylor, o som da banda é ímpar. “Temos uma maneira particular de ver a música e de conduzir a trajetória da banda, tudo com o intuito de defender uma poesia trovadoresca e, é claro, sempre falando de amor”, declara.
O início
A banda se juntou em julho de 2010, quando Diego, George e Paulo Roberto se reuniram sem compromisso. O que era para ser apenas uma brincadeira entre músicos acabou se tornando sério. “Resolvemos compor e tocar por diversão, buscando tudo aquilo que ela poderia nos trazer. Não imaginávamos que, naquele momento, um projeto musical se iniciava”, explica George.
Ele destaca, ainda, que as letras foram criadas de forma natural. “Tudo foi fluindo naturalmente, os ensaios se intensificaram, fizemos experimentações, apresentações noturnas e percebemos que nosso som fazia algum tipo de sucesso, tocava às pessoas. Esse era o nosso intuito”.
A banda acabou tocando diversas vezes em lounges conhecidos na cidade e, além de apresentações realizadas no 2º projeto “Sarau Como Antigamente”, realizado neste ano na Universidade Federal do Acre (Ufac). O reconhecimento veio, porém, com os festivais fora da fronteira. “Apresentamos em festivais independentes em Rondônia e ganhamos mais visibilidade. Foi nessa época que conseguimos o público necessário para nos apoiar na conquista de uma vaga no 2º Festival Universitário de Música, que deve acontecer em novembro deste ano”, destaca o baterista.
Ouvinte como personagem de si mesmo
O som d’Os Descordantes traz, a quem o ouve, a sensação de introspecção, fazendo do ouvinte um personagem de si mesmo. A intenção de falar de amor faz crescer no público a sensação de falar e, segundo Diego, essa é a principal ideia. “Aqui no estado, ainda existe muitas bandas que fazem cover de outras. Quando falamos de nossos sentimentos, as pessoas acabam se identificando”, explica.
Os músicos sabem que a vida de artista não é nada fácil, mas acreditam que produzir é algo semelhante ao vício. “Escrever músicas acaba se tornando uma necessidade, talvez seja por isso que fazer música seja algo tão gratificante. Quando você compartilha esse sentimento com alguém, tudo se torna mais receptivo”, explica Diego.
Descorde você também!
Para a banda, o fato de falar de amor faz com que todos se sintam um pouco especiais. “Qualquer discurso, para ser pertinente, precisa ser sentimental. E é por isso que a banda sempre estará aqui, justamente para “descordar” dos que acreditam que falar de amor é careta”, destaca George.
Ao final, eles ainda dão uma dica àqueles que ainda não se jogaram ao sentimento. “Descorde você também! Diga seus poemas e canções de amor e reflita sobre cada palavra”, apresenta.
O Acre já conhece mas, para a música, não há horizontes nem demarcações demográficas. Quem sabe haverá um dia em que Os Descordantes saiam das páginas de jornais locais e passem a fazer sucesso em toda mídia nacional.





..obg 
realmente quem conheceu ele sabe desta marav...